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26 de agosto de 2009

Inscrições abertas para a LIIBRA Goiás 2009


Estão abertas as inscrições para a LIIBRA Goiás 2009. A Liga internacional de Basquete de Rua é um evento realizado pela CUFA (Central Única das Favelas) e acontecerá nos dias 12 e 13 de setembro na Praça do Avião, no setor Aeroporto.

O evento tem entrada franca e contará com a presença dos rappers Mv Bill e Linha Dura, além de outros elementos do Hip Hop como Graffiti, Break dance, skate e Dj´s convidados.

Os times podem se inscrever através do site www.goias.liibra.com até o dia 05 de Setembro. Para isso, basta baixar a ficha de inscrição que deve ser preenchida e enviada para o e-mail liibra.goias@gmail.com.

No site da LIIBRA Goiás também é possível ler o regulamento e acompanhar as novidades sobre o evento.

Mais informações no próprio site: www.goias.liibra.com

24 de agosto de 2009

Seja um Amigo da CUFA-GO!


A CUFA – Central Única das Favelas tem atuado em Goiás dando oportunidades e oferecendo novas perspectivas a pessoas de várias comunidades carentes.

Agora chegou a hora de dar oportunidade a quem quer ajudar. Para isso, a CUFA Goiás criou o Amigos da CUFA, uma rede de voluntários e colaboradores dispostos a contribuir da forma como puderem, mas com um mesmo objetivo: Ação Social.

No país, a CUFA já conta com personalidades como MV Bill- rapper e documentarista, Orlando Silva - Ministro do Esporte, Caetano Veloso - Músico, e Gilberto Gil - Músico e Ex-Ministro da Cultura. Mas independente de profissão, formação ou classe social, para ser um Amigo da CUFA basta sentir a vontade de mudar o mundo ao seu redor.

Quem quiser ajudar, só precisa preencher a esta ficha de inscrição:

Nome Completo:
Data de Nasc:
Tel: Cel:
Profissão:
Área de Atuação:
Estado/ Cidade/ Bairro onde mora:
E-mail para receber informações do Fórum AMIGOS DA CUFA GOIAS:
Acessa este email diariamente?
O que você sabe sobre a CUFA:
Objetivo com relação a CUFA:
Com qual área se identifica mais para realizar trabalhos na CUFA?

Ela está disponível no site Amigos da CUFA. Depois de preencher, é só enviar para o e-mail: amigosdacufa.goias@gmail.com. Assim, os interessados poderão participar, juntamente com os demais amigos e alguns administradores da CUFA Goiás, do fórum na internet, onde serão planejadas as ações que eles irão promover.

Como disse o músico Gilberto Gil “Movimentos como a CUFA tem sido fundamentais porque trabalham a consciência e capacidade de intervenção, estimula o poder nas mãos de quem nunca pôde dizer e fazer nada”. O Amigos da CUFA está aí pra tornar essa realidade mais próxima de quem tem vontade de fazer algo pelo outro.

Todo mundo precisa de um amigo. A CUFA precisa de vários! Se você acha que pode ser um amigo da CUFA, inscreva-se, nós teremos o maior prazer em chamá-lo de nosso amigo.

Mais informações no site: www.amigosdacufagoias.blogspot.com

20 de agosto de 2009

CUFA Goiás relembra sua primeira participação na LIIBRA - Liga Brasileira de Basquete de Rua

Quando o Piratas do Centro-Oeste venceu a etapa goiana da LIIBRA em julho de 2008, os jogadores nem imaginavam as dificuldades que passariam para chegar até as etapas nacionais.

"Foi uma verdadeira odisséia" – relembra Hermínio Soares da Rocha Júnior, o Dyskreto, sobre a viagem da delegação goiana até o Rio de Janeiro, e posteriormente até São Paulo, para a disputa das etapas nacionais. Coordenador Geral da CUFA-GO, Dyskreto acompanhou o Piratas do Centro-Oeste nas duas viagens.

No Rio de Janeiro havia 97 equipes e o Piratas do Centro-Oeste ficou entre as 20 melhores. Com isso, o time adquiriu uma certa "moral" e ganhou da Secretaria de Esportes de Goiás, verba para hospedagem e passagens para disputarem a etapa final, em São Paulo.

O Grande destaque do time naquele ano foi o armador Tita, que se destacou nas disputas e foi indicado ao prêmio de melhor jogador do torneio em 2008. O pedreiro de Aparecida de Goiânia-GO ganhou destaque e foi convidado pela equipe do Esporte Espetacular para realizar o sonho de conhecer o mar.

Este ano, Tita participará da LIIBRA como expectador da nova geração do Basquete de Rua.

A LIIBRA Goiás será na Praça do Avião, em Goiânia-Go, nos dias 12 e 13 de Setembro. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no www.liibra.com/goias.

CUFA Goiás se reune com SSP-GO , Fieg e Acieg

Antônio Almeida - FIEG, Pedro Bittar - ACIEG, Ernesto Roller - SSP/GO, Dyskreto – CUFA- GO

Na última terça-feira (18 de agosto), Dyskreto, coordenador da CUFA – GOIÁS se reuniu com o secretário de Segurança Pública do Estado Ernesto Roller, Pedro Bittar, presidente da Acieg (Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás) e também com Antônio Almeida, presidente do Conselho de Responsabilidade Social da Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás), a reunião tinha como principal pauta, a LIIBRA 2009, evento esportivo realizado pelo CUFA, com o intuito de afastar os jovens das drogas, aproximando do esporte.

A Liibra 2009, é vista como a primeira de uma serie de iniciativas da CUFA e Governo do Estado através da secretaria de segurança pública na prevenção as drogas e reintegração social e sobretudo responsabilidade com a vida. Em resumo a Cufa – Goiás, conta não só com parceria dessas instituições, mas espera adesão popular para que a LIIBRA 2009 seja uma ação de sucesso.

A parceria promete mais, a intenção é surpreender a população goiana, tornando um esporte “da rua”, uma das principais ferramentas de prevenção, naturalmente baixando os índices de criminalidade. A Liibra 2009 é apenas o primeiro de vários projetos a serem realizados através desta parceria entre CUFA, Poder Publico e setor Privado, provando que o esporte e cultura podem ser mais que uma diversão, e sim uma mola propulsora para o Protagonismo, empreendedorismo e inclusão social da nossa juventude.

Na reunião Ernesto Roller frisou “Este projeto tem todo meu carinho e atenção, farei o possível para ele seja bem-sucedido." O Pedro Bittar também demonstrou entusiasmo “Um trabalho como este é muito bonito e deve ser apoiado por várias empresas, responsabilidade social é um dever.” Antonio Almeida completou: “Queremos ser parceiros deste projeto, falo em nome da Federação , esforço não vai faltar.”

Por Isabela Costa.

17 de agosto de 2009

Mulheres negras têm salário menor e menos acesso ao mercado de trabalho

Mariana Jungmann

Da Agência Brasil
Em Brasília
A discriminação com a mulher negra no mercado de trabalho é visível quando se analisam dados como o salário e o número de vagas ocupadas por elas.

O salário médio da mulher negra com emprego formal, por exemplo, é menos da metade do que o salário de um homem branco. De acordo com a Relação Anual de Informação Social (Rais), do Ministério do Trabalho, a mulher negra ganha, em média, R$ 790 e o salário do homem branco chega a R$ 1.671,00 - mais que o dobro.

No número de empregos, a discriminação também é estampada pelos números. São 498.521 empregos formais de mulheres negras contra 7,6 milhões de mulheres brancas e 11,9 milhões de homens brancos.

A situação dessas mulheres foi um dos temas do 1º Seminário Nacional de Empoderamento das Mulheres Negras, que termina hoje (15), em Brasília.

Segundo a presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos, Creuza Maria Oliveira, que participa do evento, essas trabalhadoras estão em situação ainda pior porque, apesar de terem emprego, não conseguem fazer cumprir as poucas leis que as protegem. "Como o ambiente em que elas trabalham é privado, não há como ter fiscalização para verificar as condições do local e como trabalham", explica.

Esses direitos começam a ser desrespeitados, segundo ela, no primeiro momento, quando os patrões têm que assinar a carteira. "A carteira assinada foi a primeira conquista que nós alcançamos, há 36 anos. No Brasil, há mais de 8 milhões de trabalhadoras domésticas, mas apenas 2 milhões tem carteira assinada. Mesmo assim, há empregadores que assinam mas não que contribuem com a Previdência", diz Creuza. A violência sexual e o assédio moral são outras das violações que se seguem segundo ela.

A falta de espaço para as mulheres negras na vida política também foi tema do seminário. Para a reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, Aurina Oliveira Santana, a capacidade de ter o poder de decisão da mulher negra na sociedade passa por duas questões. "A primeira delas é a formação política. Precisamos que as mulheres marquem presença nos seus partidos sim. E precisamos afirmar nossos espaços", defende.

Para isso, na opinião de Aurina, é preciso oferecer mais formação às negras. "A formação é a base para que essas mulheres possam se empregar e o resgatar sua auto estima. Precisamos ter uma elevação de escolaridade", conclui.

15 de agosto de 2009

A reforma tributária no mercado cultural é a pauta em questão

Por Fernanda Quevedo

Impulsionados pela declaração de MV Bill, Rapper e Fundador da CUFA –Central Única das Favelas feitas no jornal “O Globo” no ultimodomingo, trabalhadores do segmento cultural de todo o país estão semobilizando acerca do movimento “Re-Cultura”.
A questão motivacional da agitação é a Reforma Tributaria do MercadoCultural, e já se pode notar dezenas de manifestos favoráveis no Blogcriado pelo movimento. No artigo, MV Bill declara que não é vantagempara nenhum trabalhador permanecer no mercado informal, mas que a altaarrecadação de impostos, prejudicam a legalidade da profissão e tambémdo mercado cultural: www.re-cultura.blogspot.com/
Em Mato Grosso, questões como reforma tributaria e regulamentação dasprofissões culturais, sempre permeou discussões no polemico FórumPermanente de Cultura, tanto o virtual como o presencial.
Cogita-se a possibilidade agora, de uma reunião nacional em Brasília,com a presença de secretários dos municípios, do Estados e deinstituições culturais, com o Ministro da Cultura Juca Ferreira, pararever e normatizar os altos impostos hoje aplicados ao meio cultural,que inviabilizam milhares trabalhadores a se enquadrarem nasformalidades da lei.

11 de agosto de 2009

Artigo de MV Bill publicado no jornal O Globo em 2 de Agosto de 2009


HIP HOP É COMPROMISSO

Semana retrasada fui surpreendido por denúncias irresponsáveis a meu
respeito, numa tentativa de manchar minha imagem. Produziram um
espetáculo aparentemente jornalístico que sugeria ser eu testa de
ferro de empresas supostamente piratas, insinuando que desviei milhões
de reais, quando não tenho sequer a minha própria empresa. E ainda
tentaram induzir as pessoas a pensarem que o livro que escrevi era
bancado por dinheiro público. O que é comprovadamente falso.

O fato de, numa relação comercial privada, eu usar uma mesma produtora
que tem projetos com a Petrobras não permite a ninguém concluir que
exista alguma triangulação, como não existe! Isso inclusive já foi
confirmado pela própria estatal.

Só que miraram num alvo, mas acertaram no próprio pé. O curioso é que,
depois, foi descoberto que a empresa questionada é uma agência da área
artística reconhecida no mercado, tanto que boa parte da respeitável
mídia - inclusive a "denunciante" - recorre a seus serviços. Que
ironia...

Mas para mim o caso não está encerrado, pois o fato de eu não ter
absolutamente nada com essa história, me motiva sim a contribuir para
uma grande reflexão, aproveitando essa tentativa de maldade para
trazer uma discussão de verdade.

Li muitos questionamentos e defesas de artistas sobre suas
dificuldades para se manterem no mercado formal e legal. Li muito
sobre o que hoje é quase um câncer que corrói praticamente todo o
mercado cultural/artístico no Brasil: a necessidade de boa parte dos
artistas e riadores precisarem de empresas que vivem da intermediação
entre o patrocinador e a arte. Li sobre artistas que recorreram a
essas agências culturais para formalizar seus shows que efetivamente
ocorreram.

E para entender melhor esse problema procurei alguns profissionais da
área tributária e, entre outras coisas, pude concluir que não existe
dados sobre o impacto da cultura brasileira no PIB nacional, ou seja,
não existimos formalmente.

Entendi que nós, profissionais autônomos, pagamos sobre o valor do
serviço prestado 11% de INSS, 5% de ISS e ainda Imposto de Renda, de
acordo com tabela. Além disso, todas as essoas jurídicas que nos
contratarem deverão recolher mais 20% sobre o total do cachê para o
INSS, independentemente do valor do serviço, e ainda correr o risco
de haver caracterização de vínculo empregatício.

Entretanto, não é vantagem para nenhum trabalhador permanecer no
mercado informal, não há auxílio doença, aposentadoria, e nem são
garantidos os benefícios dos contratados com carteira: férias,
gratificação de um terço do salário nas férias, descanso remunerado,
décimo terceiro, pagamento de hora extra, FGTS, etc.

Na verdade, um trabalhador informal acaba ficando à margem das
estatísticas e da realidade da classe trabalhadora brasileira,
lembrando que a categoria de trabalhadores de "carteira assinada"
sempre se destacou como minoria. No caso de profissionais ligados à
cultura, essa situação ainda piora quando observamos que, além do
indiscutível excesso de tributos, possuímos algumas características
que, de acordo com as regras do jogo, contribuem ainda mais para
elevar o custo de uma possível contratação, como, por exemplo, o fato
de que a maioria desenvolve suas atividades em horário noturno e aos
finais de semana. Diante dessa realidade, podemos afirmar que, do
ponto de vista financeiro, é praticamente impossível contratar um
profissional da área cultural através de registro em carteira.

Outra característica é que as funções exercidas pelos profissionais
ocorrem em períodos determinados e dificilmente são de ação
continuada, inviabilizando sua contratação nesse formato.

Toda essa instabilidade obviamente intimida a abertura de empresas
próprias, principalmente se pensarmos nas dificuldades para se abrir
uma empresa e mantêla em funcionamento neste país. E olha que nem
estou falando dos artistas iniciantes, que em geral trabalham para
divulgar, não por cachê, mas que estão submetidos às mesmas regras,
incluindo pagamentos de músicos e todos os encargos inerentes à
atividade.

Mas é bom deixar claro que as coisas ditas por mim não são motivos
para burlar a legalidade; pelo contrário, ela precisa ser a nossa
meta, sempre. Tenho nítido que, como cidadão, espero sempre que o
dinheiro público seja bem aplicado, mas não podemos esconder que quem
trabalha no meio artístico acaba meio órfão, sem ter uma
regulamentação própria para seguir, tendo que se adaptar a uma
realidade que não é sua. Portanto, convido todos os que pensam
cultura neste país, em especial os parceiros das secretarias e do
Ministério da Cultura, para juntos levarmos essa discussão adiante,
sem eleger um bode expiatório, mas sim construir uma nova lógica para
a cultura brasileira.

De certa maneira, agradeço o mal que tentaram fazer comigo, pois a
conclusão a que chego é que, ao mesmo tempo em que fiquei indignado
por meu nome ter surgido num rolo que não me diz respeito, sinto muito
orgulho por ser um artista/militante discriminado por sua origem
social, mas que está tendo mais uma vez a coragem e a
responsabilidade de botar o dedo na verdadeira ferida da cultura
brasileira.


MV Bill é cantor de rap, escritor e um dos fundadores da Central
Única de Favelas (Cufa)



Fonte: Jornal O Globo de 02 de agosto de 2009

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